Contos Draconianos

O LAR DOS GIGANTES

Presentes: Balbi e Fernando
Mestre: Marcos

Do outro Lado do Buraco

Martin, dragado pela correnteza na água, é levado através de um buraco e encontra na saída uma outra instância, imensa, dentro do complexo de cavernas, onde há uma enorme cachoeira subterrânea que forma um gande poço, cuja água é dragada por misteriosos buracos até sumir.

Volta e avisa o grupo que segue seu caminho. Lá, investigando, encontra pegadas na areia e, seguindo a trilha, encontram 3 defuntos vestidos de roupas de navegantes e com eles 100 moedas de ouro, 2 espadas longas e facas. Os corpos estão muito maltratados de violência física.

Aaron percebe pegadas de gigantes que os levam mais para o interior dos salões subterrâneos. Percebem que toda a água subterrânea é sugada fortemente pelos tais buracos, que parecem exercer uma força de sucção maior do que seria normal, de certa forma sobrenatural. Yekaterina pensa ser de natureza divina, algo a diz, aparentemente de Mazela. Prepara uma oferenda à deidade co um de seus odres de água inteiro, apresentando assim Tromus a ela.

Mais uma vez Aaron percebe um mecanismo em um dos paredões e detecta uma porta deslizante que leva a uma escadaria que sobe, de onde ouvem vozes. Resolvem fechar novamente a porta com cuidado e voltar ao navio e descansar, levando todo o tesouro que coletaram até então, para voltar no dia seguinte.

Quando chegam de volta, percebem o navio encalhado, já bem sugado pela correnteza. O mar sendo dragado pelos buracos misteriosos da ilha acaba criando uma armadilha às embarcações.

O Lar dos Gigantes

No dia seguinte pela manhã, bem cedo, voltam à porta deslizante. Bahadur se lança sorrateiramente à frente para espiar e encontra um acampamento de gigantes abandonado. Percebe cordas que sacudiriam metais de alarme, mas consegue evitar. Continua o caminho e se depara com um jardim de inverno na encosta, aberto para o mar. Na pedra, por toda a face da rocha, um complexo de corredores, grandes arcos e salas de grande estrutura, erguendo-se sobre o mar como um forte. A princípio pensaram ter sido construído por gigantes, mas perceberam aos poucos ser uma construção humana aparentemente abandonada.

Explorando os corredores, encontrma um pátio com quatro gigantes de fogo matando tempo enquanto almoçavam. Leonel faz um feitiço de lightning bolt e acerta todos, que prontamente começam a correr para vencer a distância e enfrentar o grupo, enquanto são alvejados por flechas de Bahadur, Laio e Aaron. Yekaterina e Aaron são feridos por pedras arremessadas pelos oponentes, mas a luta não é difícil, principalmente com a tentativa de fuga do líder do grupo, assustado com a investida.

Soze usa seu tapete e dando uma carona a Laio e Bahadur, caça o fugitivo, que é logo abatido pelos três.

Explorando o local, encontram a morada dos gigantes no forte abandonado e muito tesouro por lá: um pé de coelho (5.000 mangos), uma pérola (500 mangos), um escaravelho (15.000 mangos), uma esmeralda (5.000 mangos), um diamante (10.000 gp), uma tiara (30.000 mangos), uma boa quantidade de tabaco (1.190 mangos), um coração (5.000 mangos), uma corrente (3.000 mangos), quatro trevos de quarto folhas (5.000 mangos), um vidro de perfume (70 mangos), um scroll of cloth form, um scroll of growth of plants, uma potion of growth, um scroll of summon object, uma armadura de couro mágica (1), uma espada mágica (5), uma capa (1.400 mangos), um casaco (6.000 mangos), uma potion of fire resistance, uma armadura de placas mágica (+1) e um earing of hearing.

Pela manhã Bahadur volta a caminhar pelos andares e descobre mais dois mortos de Miséria no primeiro andar. Vai checar como estão os cavalos e repara, do portão da torre, dois homens numa carroça, levando não só os cavalos do grupo mas outros também. Alarmado, volta ao grupo e relata o problema.

Resolvem atacar. Chegam ao portão e se preparam para atirar suas flechas quando observam um homem de couraça negra carregando consigo um imenso ovo, o Ovo de Zaratrur. Leonel faz feitiço de sleep mas caem de sono apenas dois cavalos e os 2 homens da carroça, conseguindo o portador do cobiçado item evadir rumo ao imponente Sol poente, levando apenas uma flechada de Bahadur que não aparentou machucar.

Presos na Torre

O grupo resolve então voltar à torre para buscar o companheiro caído, Aron, e perseguir o ladrão do Ovo de Zaratrur. Na saída da torre, porém, encontram as portas bloqueadas. Tentaram arrombá-la de diversas maneiras, no jeito e também na violência, mas não obtiveram sucesso pois alguém bloqueara a porta por fora.

Resolvem então voltar ao quarto andar da torre para explorar o que não conheceram e descobrem uma imensa sala, aparentemente nova e bastante empoeirada, que provavelmente serviria para experimentações mágicas, segundo o parecer de Leonel, que passa a ler alguns livros das estantes. Bahadur também xereta alguns títulos, encontrando uma outra edição do Draconomicon, aparentemente em bem melhores condições do que a que portava o grupo.

Na parede, percebem uma grande escama metálica vermelha, provavelmente de dragão.

A Torre Maior por Dentro do que por Fora

Bahadur resolve avançar pela única porta do aposento que ainda não tinham cruzado e logo percebe uma armadilha desativada num degrau da escada que seguia para baixo. Ao fim de seus degraus, seguia-se um gigantesco corredor, incompatível com o tamanho da torre, sobretudo em seu quarto andar.

O grupo resolve atravessar o corredor e investigá-lo, e Bahadur descobre dezenas de armadilhas mágicas e mecânicas desativadas no caminho. Perto do fim, ouvem vozes vindas do escuro à frente. Todos se preparam para eventual combate e seguem, encontrando na sala em que desemboca o corredor uma mulher de vestes nobres morta no colo de um jovem rapaz, por volta de seus 14 anos, que suplica por misericórdia.

Lair, o Nebuloso

Eis que um homem velho e bastante ferido se revela de um canto escuro do salão. É Lair, bastante fraco, que demonstra alívio ao saber que se tratam de homens de Dufour. Diz ter saudade do “garoto” Vega (apesar da avançada idade de seu discípulo) e não reconhece o nome Gattwick ao conversarem sobre a missão passada pelo prefeito, alegando que o prefeito era Samir, que, segundo Leonel, foi o primeiro prefeito de Dufour. Parece não entender que estão no ano de 300 da Era de Liléia, acreditando estar, no máximo, no ano 50.

Lair revela que fora atacado primeiro por homens de Miséria há anos e depois por homens de Anâmis.

Relata que um ladrão assassinou muitos homens de Miséria e também sua esposa.

Ao conversarem sobre o Ovo de Zaratrur, revela que o item é um dispositivo que foi criado no início da Era de Liléia por decisão do Conselho dos Sete para manter centenas de ovos de dragão adormecidos. Tais ovos se encontrariam congelados no subsolo do Deserto de Lamar.

Diz que o Ovo de Zaratrur pode ser acionado para despertar os ovos, mas para isto precisa ser usado em sua torre, onde se encontra a única entrada para a galeria subterrânea. Revela que por este motivo não se apressou para recuperar o item roubado, pois se quiserem usar, terão que retornar e ele estará preparado para combatê-los. Fala também que não pode sair da torre pois seria sua missão e sua tarefa guardá-la.

Presentes de Lair

O grupo então apresenta ao mago Aron, desacordado, e ganha uma Potion of Cure Serious Wounds, que faz o elfo levantar bem recuperado. Leonel pede um livro de magias e Lair diz que só fornece magias de sua coleção particular a quem pode confiar e que isso levaria tempo, mas dá cinco pergaminhos com receitas de bolos e doces, que são as magias Detect Magic, Shield, Levitate, Invisibility e Clarevoyance na linguagem disfarçada do arquimago.

Lair reconhece das posses do grupo alguns itens mágicos de sua coleção, que foram saqueados na noite anterior por trogloditas. Pega de volta o anel mágico, deixando o grupo com a espada que Laio já utilizava. Como gratidão pela devolução do anel, presenteia o grupo com um Anel de Proteção (+4) e um Slate of Identification, que permite reconhecer os mais diversos itens.

Filho Sacerdote

Enquanto Lair conversa com o grupo, seu filho desempenha um complicado ritual e consegue ressucitar sua mãe, revelando-se um competentíssimo sacerdote de Gartak, o Domador de Dragões.

Lair então pede que o grupo se retire e o espere do lado de fora da torre.

O Retorno de Yekaterina Barak

Bahadur e os demais então sobem até o terraço da torre e lançam cordas amarradas para descerem. Chegam ao solo para perceber que alguém barrou e selou o portão da torre por fora, apressadamente, entendendo porque não conseguiram abrí-lo.

Reparam que os dois homens antes adormecidos fugiram, levando dois cavalos de guerra, deixando por sorte os cavalos do grupo. Enquanto montavam, percebem a chegada de um rosto familiar: Yekaterina Barak.

A jovem aparece vinda a cavalo do sul ao anoitecer e logo reconhece os aventureiros, saudando-os apressadamente e perguntando sobre Godrix, recebendo então a notícia de sua morte.

Demonstra-se inconsolável, amaldiçoando a raça dos anões que o assassinaram, revelando que recebera uma mensagem de Tromus, que a sagrara sua sacerdote com a missão de continuar o que Godrix começara.

Percebendo que caía depressa a noite e Lair não aparecia, o grupo resolve então pernoitar junto à torre e ouvir Yekaterina, que conta que seu pai, Alexei, o Terrível, não reconheceu sua liderança sobre seu bando depois de justiçar seu marido, que a traíra, e passou o posto de chefe a outro homem de confiança. Via aquilo como uma imensa injustiça, atribuindo a decisão do soberano dos Barak ao fato de não aceitar uma mulher no comando de nada, sentindo-se assim humilhada. Diz que com a ajuda de Tromus fará seu pai se ajoelhar ante sua irresistível liderança.

Lair Finalmente Sai da Torre

Depois de acalmar o discurso de Yekaterina, o grupo passa a ouvir lamentos vindo da torre, até que surge Lair, finalmente, com uma aparência anos e anos mais velha, levitando do quarto andar até o solo, alardeando que teria secado a geleira mágica e que era imperativo que fossem até Dufour imediatamente buscar tropas.

Yekaterina realiza um ritual simbólico pela morte de Godrix, entregando sua alma a Tromus, ainda que arrasada por não ter conseguido encontrar seu corpo, e o grupo se prepara para a viagem de volta.

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balbi

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